Peça de teatro «Florbela, la Sœur du Rêve» de Odette Branco no Consulado Geral de Portugal em Paris

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A peça de teatro, “Florbela, la Soeur du Rêve”, de Odette Branco, foi apresentada no Consulado Geral de Portugal, em Paris.A célebre sala Eça de Queirós viveu assim mais um momento em prol dacultura portuguesa. Esta é a prova viva de que, além dos serviços ditos normais do Consulado Geral de Portugal em Paris, a intenção de preservar e divulgar a cultura lusófona é também uma prioridade desta instituição.A apresentação da peça ficou a cargo de Dominique Stoenesco. Daniela Costa, Corinne Menant, Laura St James e Marcel Vardin leram, em tom dramático, algumas passagens do livro, acompanhados por extractos musicais de Bruno Belthoise.“Florbela, la Soeur du Rêve” retrata um universo onde a realidade e a fantasia são combinados. A peça é composta de monólogos e diálogos curtos com personagens do passado, ou do campo imaginário, numa espécie de diário. O seu sofrimento, incluindo a sua melancolia incurável, e sua rebeldia coabitam no mesmo espaço. É retratada a busca constante de Florbela Espanca pelo absoluto, acompanhada pelo seu ideal masculino e em memória do falecido irmão. ‘Bela’ revive, passo a passo, as suas esperanças perdidas, confrontando-se com a visão da jovem rapariga que era, cheia de vida e cheia de sonhos. A última tentativa despertada de encontrar a solução para o mal quevive foi um fracasso, tendo cometido suicídio no dia 8 de Dezembro de 1930, no dia do seu aniversário.“Florbela, la Soeur du Rêve” é dividida em três partes, aprofundados, onde são retratados os últimos momentos da vida da poeta.

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A estrutura musical e a encenação dos diálogos, mostra como Florbela vivia com o seu carácter e os seus fantasmas do passado, repetindo-se nos seus últimos momentos, o que resulta numa valsa louca que a leva ao suicídio, uma vez que não consegue superar a dor de sua pranto, nem suas relações sentimentais.Aparenta-se como grandiosa, como uma mulher que se transforma numa só com a sua poesia. Assim, as suas palavras e obras foram capazes de atravessar os quase 83 anos desde a sua morte, sem sofrerem alterações.Aos poucos, no “Florbela, la Soeur du Rêve”aparece uma mulher frágil. Como nas divas de cinema onde o lado escuro é tão vasto como a luz que emanem. Por trás desse mito esconde um desespero que resulta na bela poesia.

Com a participação de Daniela Costa, Corinne Menant, Laura St James, Marcel Vardin, David Garcia e Bruno Belthoise, a peça “Florbela, la Soeur du Rêve” estará no Théâtre de L’Orme, em Paris, no dia 6 e 20 de Maio às 19h, e dia 21 às 14h. A Portugal Magazine aconselha…

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