Festival de Dança de Brest convida Tiago Guedes para apresentar artistas portugueses

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A dança contemporânea portuguesa vai estar em destaque na 7.ª edição do DañsFabrik – Festival de Dança de Brest, no noroeste de França, que se vai realizar de 13 a 17 de março.

O diretor do Teatro Muncipal do Porto, Tiago Guedes, foi o “curador-artista” escolhido para apresentar a cena coreográfica portuguesa e selecionou Vera Mantero, Cláudia Dias, Marco da Silva Ferreira, Jonathan Uliel Saldanha e Ana Rita Teodoro.

Nadège Loir, codiretora artística do DañsFabrik, disse à Lusa que a ideia surgiu “há dois, três anos”, fruto do trabalho com os artistas portugueses que já participaram no festival e porque “há qualquer coisa de muito interessante a acontecer na cena contemporânea da dança em Portugal”.

“Há uma espécie de vitalidade que abarca tanto as antigas como as novas gerações. Pedimos ao Tiago o seu olhar sobre a dança portuguesa e para nos apresentar um painel dos artistas que lhe pareciam interessantes e audaciosos hoje em dia”, explicou.

A parte portuguesa do programa, intitulada “Uma viagem sonora pelo corpo”, é orientada por “três preocupações da dança no Portugal de hoje”, nomeadamente “a relação com a palavra, com os arquivos e com a memória”, temas presentes nas “figuras da nova geração de coreógrafos portugueses” escolhidas por Tiago Guedes.

De 14 a 16 de março, no espaço Quartz, Cláudia Dias vai apresentar “Terça-feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar”, descrita, no programa, como “uma viagem geopolítica que segue os fluxos migratórios e as suas brutais consequências”.

A coreógrafa Ana Rita Teodoro vai levar a performance a solo “MelTe”, a 15 de março, para o espaço Quartz, “um projeto que estuda a possibilidade de um corpo que se funde, um trabalho sobre a anatomia e sobre o facto de se transformar num outro corpo”.

A 16 e 17 de março, Ana Rita Teodoro apresenta, ainda, o espetáculo “Assombro”, também no espaço Quartz, um trabalho descrito como “uma série de quadros vivos” em que se tenta “compreender, pela dança e pelas canções tradicionais portuguesas, os fantasmas que assombram hoje”.

A 16 de março, no mesmo espaço cultural, a coreógrafa Vera Mantero vai apresentar “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional”, que se debruça sobre a “desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve” e que cruza “as suas próprias recolhas vídeo com as recolhas em filme de Michel Giacometti, sobretudo aquelas feitas em torno das canções de trabalho”.

A 17 de março, Marco da Silva Ferreira apresenta “Brother”, no espaço Quartz, “uma dança tribal e urbana” que é descrita como “um condensado de humanidade, uma tentativa de esforço comum, um mimetismo constante entre os intérpretes”.

Durante o festival e até 28 de abril, o construtor sonoro e cénico Jonathan Uliel Saldanha vai apresentar a instalação vídeo “Vocoder & Camouflage: Tactics Of decay”, no Centro de Arte Contemporânea La Passerelle.

A 16 de março, a festa de encerramento vai ser animada pelo DJ português José Reis, no Cabaré Vauban.

No último dia do festival, a 17 de março, há um “encontro-conversa” entre o público, Tiago Guedes e os outros artistas portugueses convidados.

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