Eduardo Lourenço com nova cátedra aos 95 anos pensa em “resposta universitária”

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O ensaísta Eduardo Lourenço, foi homenageado em França pela inauguração de uma cátedra com o seu nome, considerou que valeu a pena a deslocação e que, aos 95 anos, o problema agora será dar “uma resposta universitária”.

Em declarações à agência Lusa depois de intervir num colóquio, Eduardo Lourenço afirmou: “Foi uma sessão muito simpática, um público muito atento. O grande problema agora é dar uma resposta universitária a este tema, porque já não sou nenhum menino e não posso estar muito tempo fora de Portugal”.

Eduardo Lourenço completa 95 anos no dia 23.

Hoje foi inaugurada uma cátedra com o seu nome em Aix-en-Provence, uma região onde Portugal marcou presença praticamente desde o início da nacionalidade.

Foram essas relações culturais, a par de alguns episódios da revolução francesa, que o ensaísta fez hoje questão de destacar.

“Evoquei um pouco estas questões, não sou um historiador, sou um comentador avulso de acontecimentos, um ensaísta”, afirmou.

A cátedra Eduardo Lourenço, de Literatura e Cultura Portuguesas, Comércio e Turismo, na Universidade de Aix/Marselha, foi inaugurada hoje em Aix-en-Provence, no sul de França, numa cerimónia em que participou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

“Uma homenagem à obra e à dimensão humana de um grande pensador e escritor de ideias”, foi como o governante definiu a iniciativa.

O secretário de Estado destacou que Eduardo Lourenço fez grande parte da carreira universitária no sul da França, em Nice.

“A riqueza da obra do Professor Eduardo Lourenço não beneficia apenas portugueses e lusófonos. A sua obra é uma referência no pensamento sobre a herança coletiva da Europa e sobre o próprio significado dessa herança, não apenas para o futuro do nosso continente, mas também do próprio mundo”, defendeu José Luís Carneiro no discurso proferido na ocasião.

Estiveram igualmente presentes o embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, o presidente do Instituto Camões, Luís Faro Ramos, e o cônsul de Portugal em Marselha, Pedro Marinho da Costa.

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