Mundial2018: A 21.ª edição de ‘A a Z’

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A 21.ª edição do Mundial de futebol, que decorreu na Rússia, de 14 de junho a 15 de julho, de ‘A a Z’:

A – ANTOINE GRIEZMANN

Foi eleito o melhor jogador da final, o jogo 900 da história dos Mundiais, um prémio para aquele que foi uma das grandes figuras da seleção francesa, concluindo a prova com quatro golos, três dos quais de penálti, e duas assistências.

Depois de ter sido eleito o melhor jogador do Europeu de 2016, o avançado do Atlético de Madrid não repetiu o feito na Rússia, ‘batido’ pelo croata Luka Modric, mas conseguiu o mais importante, o seu primeiro grande título.

B – BENJAMIN PAVARD

Desconhecido’ para muitos, o jovem de 22 anos, dos alemães do Estugarda, foi uma das grandes revelações da prova, num trajeto muito marcado pelo grande golo marcado à Argentina, nos ‘oitavos’, então com os gauleses a perder por 2-1.

A Rússia deu a conhecer mais uma série de jovens talentos, como o médio russo Aleksandr Golovin, de 22 anos, ou os ingleses Jordan Pickford, guarda-redes, de 24, ou Harry Maguire, defesa central, de 25.

C – CRISTIANO RONALDO

Começou a prova em ‘grande’, com um ‘hat-trick’ à Espanha, incluindo um soberbo livre direto que empatou o jogo a três aos 88 minutos, e no segundo jogo marcou o golo da vitória lusa a Marrocos (1-0), mas ficou-se por aí.

No terceiro jogo, ficou em ‘branco’ face ao Irão, num jogo em que desperdiçou uma grande penalidade, e, nos oitavos de final, não ‘apareceu’ face ao Uruguai (1-2). Ainda assim, tornou-se o quarto jogador a marcar em quatro Mundiais.

D – DENIS CHERYSHEV

Arrancou o Mundial como suplente, mas destacou-se logo no jogo de abertura, com um ‘bis’ à Arábia Saudita. Depois, também faturou ao Egito, para, frente ao Uruguai, apontar um dos 11 autogolos da prova.

Nos ‘oitavos’, marcou à Espanha no desempate por penáltis – o primeiro de quatro na edição XXI -, e, nos ‘quartos’, despediu-se com um ‘golão’ à Croácia, sem evitar o desaire na ‘lotaria’. Partilhou o protagonista na Rússia com Golovin.

E – EDINSON CAVANI

Foi o grande responsável pela eliminação de Portugal, o campeão europeu em título, ao ‘bisar’ no jogo dos oitavos de final, primeiro com um grande cabeceamento e depois com um colocado remate de fora da área.

Depois, lesionou-se, teve de ser substituído e não pôde jogar com a França (derrota por 2-0), nos quartos de final, despedindo-se com três golos, pois também havia faturado à Rússia, no último jogo da fase de grupos.

F – FINNBOGASSON, ALFRED

Marcou o primeiro golo de sempre da Islândia em Mundiais, ao faturar face à Argentina, num tento que valeu uma igualdade, ainda assim insuficiente para os nórdicos chegaram aos ‘oitavos’, pois seguiram-se desaires com Nigéria e Croácia.

Apesar de não terem conseguido o apuramento, os islandeses, que tinha chegado aos ‘quartos’ no Europeu de 2016, foram o melhor dos estreantes, fechando no 28.º lugar. O Panamá foi 32.º e último, com três derrotas e 2-11 em golos.

G – GRANQVIST, ANDREAS

O ‘capitão’ e defesa central foi, a par de Emil Forsberg, uma das grandes figuras da Suécia, que, com um futebol prático e direto, mas com qualidade, conseguiu chegar aos quartos de final, fase em que não pôde com a Inglaterra.

Marcou à Coreia do Sul e ao México, de grande penalidade, mostrando grande frieza, mas foi, sobretudo, o esteio defensivo dos nórdicos, na maioria dos jogos ao lado do ex-benfiquista Lindelöf.

H – HARRY KANE

Tornou-se o segundo inglês melhor marcador de um Mundial, igualando o feito de Gary Lineker, que em 1986, no México, também se ‘coroou’ com seis golos, a marca que já consagrara o colombiano James Rodríguez, em 2014.

Kane ‘bisou’ com a Tunísia, conseguiu um ‘hat-trick’ ao Panamá e também marcou à Colômbia, nos ‘oitavos’, depois de ter descansado com a Bélgica. Nos últimos três jogos, ficou em ‘branco’, com Suécia, Croácia e, de novo, com os belgas.

I – IVAN RAKITIC

Foi uma das grandes figuras da vice-campeã Croácia, sendo o responsável final pelos dois apuramentos no desempate por grandes penalidades, ao apontar os tentos que derrotaram a Dinamarca (3-2), nos oitavos, e a Rússia (4-3), nos quartos.

Atuando com médio mais recuado, ao lado de Luka Modric ou Marcelo Brozovic, o jogador do FC Barcelona ainda teve ‘tempo’ para marcar um golo emblemático, o 3-0 face à Argentina, que deixou os croatas apurados ao segundo jogo da fase de grupos.

J – JULEN LOPETEGUI

O ex-treinador do FC Porto foi um dos protagonistas do Mundial, ainda antes do seu início, ao ser anunciado como novo treinador do Real Madrid a dois dias do início da prova. A federação espanhola nada sabia e despediu-o no dia seguinte.

Fernando Hierro, que era o diretor desportivo da federação, e estreou-se face a Portugal (3-3), conseguiu, com sofrimento, o apuramento, mas, nos oitavos de final, a Espanha não passou a Rússia, tombando no desempate por grandes penalidades.

K – KEVIN DE BRUYNE

O jogador do Manchester City começou a prova a jogar mais recuado e passou algo despercebido na fase de grupos, mas tudo mudou após o susto com o Japão, nos oitavos de final, com Fellaini a entrar para o lado de Witsel à frente da defesa.

Subiu no terreno, formando um temível trio ofensivo com Hazard e Lukaku, e marcou um grande golo nos ‘quartos’, ao Brasil. Nas ‘meias’, não fez a diferença com a França e, a acabar, no jogo do ‘bronze’, ofereceu o 2-0 final a Hazard.

L – LUKA MODRIC

Foi eleito o melhor jogador da prova, minutos depois de perder a final, face à França (2-4), num cenário muito semelhante ao vivido quatro anos antes pelo argentino Lionel Messi, então derrotado no prolongamento pela Alemanha.

A sua eleição acaba, porém, por ser mais pacífica do que a do jogador do FC Barcelona, já que fez uma prova de grande nível, com dois golos, um à Nigéria, de penálti, e outro à Argentina, um ‘golaço’, um dos melhores da prova.

M – MBAPPÉ, KYLIAN

Aos 19 anos, tornou-se o terceiro campeão mundial mais jovem e o segundo mais novo a marcar numa final, num registo apenas batido pelo ‘rei’ Pelé, que faturou duas vezes no 5-2 do Brasil à Suécia, ainda menor, com 17, na final de 1958.

Mbappé, que pautou as suas atuações por imparáveis arranques em velocidade, a lembrar o brasileiro Ronaldo, apontou quatro golos, incluindo um ‘bis’ à Argentina, e foi, naturalmente, eleito o melhor jogador jovem do Mundial.

N – NEYMAR

Chegou à fase final a recuperar de uma grave lesão sofrida ao serviço do Paris Saint-Germain, a 25 de fevereiro, e a sua passagem pela Rússia acabou quase absorvida na totalidade pelas suas quedas excessivamente ‘teatrais’.

Os ‘memes’ não pararam, ‘anulando’ praticamente tudo o que de positivo fez, o golo à Costa Rica, a assistência para o tento de Thiago Silva à Sérvia e o golo e a assistência com o México. Com a Bélgica, quase marcou ‘golão’, mas Courtois não deixou.

O – ÖZIL, MESUT

Foi, com Neuer, Müller ou Boateng, um dos rostos do fracasso da Alemanha, a campeã mundial em título e grande deceção da prova, ao cair na fase de grupos, vítima de escolhas aparentemente incompreensíveis do selecionador Joachim Löw.

A aposta em Neuer, após época sem jogar, em detrimento de Ter Stegen e não convocação de Leroy Sané estiveram no ‘top’ das escolhas ‘estranhas’, numa equipa que perdeu com México e Coreia do Sul e, pelo meio, ganhou nos descontos à Suécia.

P – PAUL POGBA

Ao lado de Kanté, na parte recuada do meio campo, foi, como o seu parceiro, um elemento essencial no título dos gauleses, num misto de destruidor e construtor de jogo, que teve o seu ponto alto na final, com um golo e ‘enorme’ exibição.

O jogador do Manchester United não ‘explodiu’ na Rússia, onde começou logo com um golo, à Austrália, que no dia seguinte ‘virou’ autogolo, mas a sua compleição física e visão de jogo foram fundamentais no esquema de Didier Deschamps.

Q – QUEIROZ, CARLOS

O treinador português esteve a um passo de fazer história ao comando do Irão, pelo segundo Mundial consecutivo, mas, sobre o final do jogo com Portugal, da última jornada da fase de grupos, Mehdi Taremi desperdiçou o que seria o 2-1.

Com uma vitória (1-0 a Marrocos), um empate e uma derrota (0-1 com a Espanha), o Irão não conseguiu, assim, chegar aos oitavos, como a Arábia Saudita, a Austrália e a Coreia do Sul. Acabou por ser o Japão a salvar a honra asiática.

R – ROJO, MARCOS

Um golo do ex-leão, aos 86 minutos do jogo com a Nigéria, o último da fase de grupos, qualificou a Argentina para os oitavos de final, na qual os vice-campeões em título caíram, derrotados pela França (3-4).

Os argentinos, mesmo acabando por só perder com os finalistas, foram uma desilusão, também porque a sua grande ‘estrela’, Lionel Messi, só brilhou intensamente quando, com enorme classe, marcou o golo 100 da prova, aos africanos.

S – SON HEUNG-MIN

O avançado do Tottenham apontou um dos golos mais marcantes da prova, quando, aos 90+6 minutos do jogo com a Alemanha, correu sozinho para uma baliza deserta e selou o 2-0 da Coreia do Sul aos campeões do mundo, afastando-os da competição.

Foi a maior surpresa da prova e ditou a terceira eliminação consecutiva de um campeão do Mundo na fase de grupos, e a quarta em cinco edições, depois da França, em 2002, da Itália, em 2010, e da Espanha, em 2014.

T – THIBAUT COURTOIS

A Bélgica foi o melhor ataque da prova, com 16 golos, muito à custa da classe e eficácia de De Bruyne, Hazard e Lukaku, mas, se acabou no pódio, deve-o muito a Thibaut Courtois, eleito o melhor guarda-redes da prova.

Aos 26 anos, o guarda-redes do Chelsea foi um seguro na baliza dos ‘diabos vermelhos’, sofrendo seis golos, mas evitando muitos mais, com destaque para o embate com o Brasil, frente ao qual roubou o empate a Neymar já nos descontos.

U – UMTITI, SAMUEL

Um golo do central do FC Barcelona valeu à França o apuramento para uma terceira final de um Mundial, depois de 1998, em solo gaulês, e 2006, na Alemanha, no confronto de vizinhos face à Bélgica.

Num jogo fechado, que muitos consideraram uma final antecipada, Umtiti marcou de cabeça, na sequência de um canto de Griezmann, acabando com o sonho da Bélgica, que teve de contentar-se com o terceiro lugar, o seu melhor de sempre.

V – VAR

Foi a grande inovação e contribuiu, por exemplo, para uma proliferação de penáltis (29 assinalados e 22 concretizados), os que os árbitros viram ‘in loco’ somados aos que foram marcando após consulta às imagens, alertados pelo VAR.

A FIFA fez um balanço muito positivo do novo auxílio aos árbitros, falando de acertos acima dos 90%, sendo que, entre os principais agentes, os jogadores e os treinadores, também foram mais os elogios do que as queixas.

X – XHERDAN SHAQIRI

Foi uma das referências da seleção da Suíça, tendo brilhado sobretudo no jogo com a Sérvia, quando foi ele a concluir o contra-ataque que valeu aos helvéticos o triunfo por 2-1, na primeira reviravolta da prova, ao 26.º jogo.

Nos festejos, Shaqiri, nascido no Kosovo, imitou uma águia, o símbolo da Albânia, como já tinha acontecido com Granit Xhaka, filho de kosovares emigrados, após o primeiro tento. A Sérvia protestou, mas escaparam com uma multa.

Y – YURI GAZINSKIY

Apontou o primeiro dos 169 golos da edição XXI do Mundial de futebol, embalando a Rússia para a sua melhor prestação de sempre desde o fim da União Soviética, para loucura dos adeptos russos, inicialmente muito céticos.

O último tento foi do croata Mario Mandzukic, enquanto o compatriota Luka Modric aponto o 50.º, o argentino Lionel Messi o 100.º e o belga Kevin De Bruyne o 150.º – golos ‘redondos’ só para grandes ‘estrelas’.

W – WAHBI KHAZRI

Apontou, aos 90+3 minutos, o segundo tento da Tunísia a Bélgica, mas, à segunda jornada, não evitou uma eliminação prematura dos africanos, que se despediram com um 2-1 ao Panamá, em mais um jogo ‘fechado’ por Wahbi Khazri.

A Tunísia caiu na fase de grupos, tal como todas as restantes seleções de África – algo inédito em ‘oitavos’ (desde 1986) -, o Egito, de Mohamed Salah, Marrocos, Nigéria e Senegal, afastado por ter mais cartões do que o Japão.

Z – ZUBER, STEVEN

Marcou, aos 50 minutos, o golo que custou ao Brasil um empate a abrir e começou a marcar uma tendência de grandes dificuldades das equipas sul-americanas em vencerem formações europeias, que, em casa, só haviam perdido a edição de 1958.

A América do Sul ainda colocou quatro equipas nos ‘oitavos’, mas, após quedas de Argentina e Colômbia, sobraram apenas Uruguai e Brasil, que caíram nos dois primeiros jogos dos ‘quartos’. A Europa garantiu cedo o quarto título seguido.

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