Novo romance de Hélia Correia e inédito de Foucault nas novidades da Relógio d’Água

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Um novo romance de Hélia Correia, um inédito de Michel Foucault e uma edição de “O Banquete”, de Platão, com as ilustrações da pintora Maria Helena Vieira da Silva, são algumas das novidades editoriais da Relógio d’Água.

Entre as obras a publicar até ao final do ano está o livro “Um bailarino na batalha”, o primeiro romance de Hélia Correia depois de “Adoecer” (2010), e o quarto volume inédito de “História da Sexualidade” (“As confissões da carne”), de Michel Foucault.

A editora de Francisco Vale vai lançar também “O Banquete”, do filósofo Platão, com tradução de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, que será dado a conhecer com as 39 ilustrações que Maria Helena Vieira da Silva fez para a obra saída em França, no início da década de 1970.

“Suíte e Fuga”, de Rui Nunes, é outra das novidades da Relógio d’Água, que vai continuar a edição das obras de Agustina Bessa-Luís, com “As Estações da Vida”, prefaciadas por António Barreto, “O Susto”, com prefácio de António Feijó, e “Vento, Areia e Amoras Bravas”, com ilustrações de Mónica Baldaque.

O “Livro da Dança” e a reedição de “Atlas do Corpo e da Imaginação” são os dois títulos a publicar de Gonçalo M. Tavares.

A Relógio D’Água vai lançar também o há muito esgotado “Lisboa — Livro de Bordo”, de José Cardoso Pires, com fotografias de José Carlos Nascimento.

Da escritora Cristina Carvalho, a editora vai publicar “A Saga de Selma Lagerlöf”, um romance biográfico sobre a escritora sueca.

Com organização de Maria Filomena Mónica, serão reunidas “As Farpas”, de Eça de Queiroz, numa edição autónoma e integral.

“De Portugal, da Europa e do Mundo — Reflexões de Economia e Política” reúne artigos e conferências de Vítor Bento, “que permitem uma visão atualizada da sociedade portuguesa e das dinâmicas da sua inserção na Europa e no mundo”, segundo o editor.

Do professor Bernardo Pinto de Almeida, será publicado o ensaio “Arte e Infinitude”, em colaboração com Serralves.

Na área da ficção, em tradução recente, a editora destaca “Assimetria”, de Lisa Halliday, “Mrs. Osmond”, de John Banville, que dá continuidade à vida de Isabel Archer, a protagonista de “Retrato de Uma Senhora”, de Henry James.

De Michael Ondaatje, recentemente vencedor do Golden Man Booker Prize com a obra “O Doente Inglês”, sairá, além deste romance, a sua mais recente obra, “Warlight”, nomeado para o Prémio Man Booker 2018.

A Relógio d’Água vai também lançar “Coisas que não quero saber”, de Deborah Levy, e “Eu Vou, Tu Vais, Ele Vai”, de Jenny Erpenbeck, além de continuar a publicar a obra de Yu Hua, em tradução, a partir do chinês, de Tiago Nabais.

O próximo título, um dos principais deste autor, será “Viver”.

A editora dá ainda particular destaque à edição de três obras de Javier Marías: “as desconcertantes biografias” reunidas em “Vidas Escritas” e os livros de crónicas “Juro não Dizer nunca a Verdade” e “Quando os Tontos Mandam”.

Outra novidade é o regresso de “A História” (“La storia”, no original), a obra mais conhecida da escritora italiana Elsa Morante, que foi casada com o também escritor e jornalista Alberto Moravia.

Entre os clássicos, destacam-se “Os Últimos Escritos” e “Ressurreição”, de Lev Tolstoi, ambos com tradução de António Pescada, “O Mayor de Casterbridge”, de Thomas Hardy, com tradução de José Miguel Silva, e “Os Sonâmbulos”, de Hermann Broch, traduzido por António Sousa Ribeiro.

De Tchékhov, sairá a biografia escrita por Ígor Sukhikh, a partir das cartas e diários do escritor russo.

“O Pangolim e Outros Poemas”, de Marianne Moore, traduzido por Margarida Vale de Gato, será um dos títulos de poesia a publicar, outro é “A Chama”, que reúne inéditos de Leonard Cohen, em tradução de Inês Dias.

No que respeita a ensaios, serão ainda publicados “No Verão”, de Karl Ove Knausgård, “As Variedades da Experiência Religiosa”, de William James, e “Tens de Mudar de Vida”, de Peter Sloterdijk.

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