Afinal o Pai Natal existe

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Luna é uma menina bem comportada, muito aplicada na escola, com os seus 8 anos, os seus pais Fernando e Célia, tem poucas posses financeiras, vivem um pouco apertados economicamente, porque o pai da Luna está sem trabalho há mais de meio ano, a fábrica onde trabalhava, fechou.

A Luna anda na terceira classe na escola da sua aldeia, com o amor que há no lar, sempre foi educada com os princípios morais da família, sempre os pais e avós dizem-lhe, temos que ajudar quem precisa, a riqueza maior é a saúde e todos os dias dar graças a Deus por termos sempre alguma coisa para comer e termos um teto para estar.

Os dias eram curtos, a estação do ano assim o permitia, já em algumas casas podíamos ver o pinheiro de natal à janela, as luzes a acender e a apagar e quando não se viam à janela é porque estavam no salão ou na sala de “estar” acompanhado com o presépio o Natal estava próximo, faltava pouco mais de 3 semana para que chegasse o dia tão esperado da Luna, o dia em que o Pai Natal iria colocar as prendinhas no sapato, o dia em que a noite ia ser curta, porque a ansiedade, iria fazer com que a Luna se levanta-se cedo para ver as prendas que o Pai Natal tinha deixado no sapato, porque a tradição mantinha-se, deixava-se o sapato ao pé da fogueira do “buralho” para que o Pai Natal pode-se descer pela chaminé e deixar as prendas.

Os pais da Luna pediram-lhe para que ela fizesse uma pequena lista de prendinhas que depois davam ao Pai Natal, mas explicaram-lhe que talvez o Pai Natal não pudesse dar tudo o que estava na lista porque havia muitos meninos também para dar prendas e às vezes não podia dar para todos, ele já é velhinho e está muito cansado, não pode por muitas coisas no saco, vai ter que dividir um pouco por todos os meninos e meninas.

Os pais, quando viram a lista ficaram com muita pena de não poderem satisfazer todos os desejos da filha, só poderão comprar algumas coisas que estava na lista.

Foram comprando e esconderam tudo bem-arrumado, numa gaveta do guarda-roupa no quarto, até chegar o dia de Natal, mas um dia a Luna que procurara roupa velha para brincar com as bonecas foi mexer no guarda-roupa dos pais sem eles se darem conta e acabou por descobrir as prendas, qual foi o seu espanto quando viu que eram algumas prendas que tinha pedido ao Pai Natal.

Não quis perguntar nada aos pais, quando foi para a escola na última semana antes das férias de Natal, contou a alguns amigos mais velhos, disse que o Pai Natal já tinha passado a deixar algumas prendas, os amigos riram-se e disseram -Mas não foi o Pai Natal, o Pai Natal não existe, foram os teus pais, a Luna não queria acreditar em tal parvoisse, desmentiu e foi perguntar à professora, essa que por sua vez não quis mentir à menina e acabou por contar que o Pai Natal não existe, mas que são os nossos pais que nos dão as prendas, a Luna perguntou se eram os pais que as compravam, a professora respondeu afirmativamente à sua pergunta explicando que somos nós o Pai Natal, que existe em cada um de nós um Pai Natal e que tentamos dar a quem gostamos algo que o pode fazer feliz.

A Luna ficou triste de ter posto tantas prendas na lista que fez, e perguntou à professora, então eu sou o Pai Natal dos meus pais?

Sim é mais ou menos isso Luna, se sabes de alguma coisa que os teus pais precisem e ficariam felizes e se poderes oferecer, aproveita o dia de Natal também para lhes dares uma prenda.

Então a Luna ficou um pouco a olhar para a professora e disse – Eu gostava de dar uma prenda aos meus pais, sobre tudo ao meu pai, e sei que os dois iriam ficar muitos felizes, enquanto a Luna ia prenunciando essas palavras, a professora pensava ao mesmo tempo, no que seria, talvez um relógio, um perfume ou outro aparato de utilidade para a casa, quando a Luna lhe disse – Gostava mesmo de dar como prenda ao meu pai um emprego, um trabalho, contou a história à professora, que o pai estava sem trabalho há mais de 6 meses, que em casa todos sofriam muito com essa situação, que a mãe era a única a trabalhar, que tinha que trabalhar muito e chegava sempre tarde do trabalho, até havia vezes que à noite não comiam juntos – Era mesmo um trabalho, senhora professora que eu gostava de oferecer ao meu pai.

A professora ficou tão comovida com o que acabava de ouvir da boca de uma criança de 8 anos, que resolveu falar com o conselho diretivo da escola e contar o que se tinha passado.

Ninguém ficou indiferente entre professores, dirigentes, empregados, então resolveram dar trabalho ao pai da Luna na escola, num posto na cantina, um salário modesto, mas que já dava para fazer aquela família feliz.

Chamaram a Luna, durante o recreio no último dia de aulas antes das férias de Natal e contaram-lhe o que tinham decidido, que ela podia anunciar ao pai que a partir das férias ele iria ter um trabalho, que ela assim já podia por essa prendinha no sapatinho dele.

A menina ficou tão feliz que os seus olhos rasos de lágrimas também fizeram chorar os que estavam presentes.

Na noite de Natal, na hora de irem para a cama, de porem o sapatinho, a Luna disse ao pai para eles também porem o sapatinho, para porem um de cada um bem juntinhos, os pais ficaram indignados, mas assim fizeram, durante a noite a Luna levantou-se e pós no meio dos sapatos dos pais uma pequena carta que ela tinha escrito com a ajuda da professora, onde contava o que tinha acontecido e que ele iria ter um trabalho.

Quando os pais se levantaram, viram que estava um envelope nos seus sapatos, ficaram curiosos e perguntaram à Luna o que era, ela respondeu, – Não sei, foi o Pai Natal, os pais abriram o envelope juntos começando a ler a carta e foi também juntos que as lágrimas começaram a correr pela cara abaixo conforme iam lendo a carta.

Abraçaram-se os 3, o pai disse para a filha que nunca tinha acreditado tanto no Pai Natal como agora, foi uma da melhores prendas que possa ter recebido.

E assim ficaram como 3 criancinhas felizes com as prendas do Pai Natal.

A menina ficou tão feliz que seus olhos rasos de lágrimas também fizeram chorar os que estavam presentes.

Na noite de Natal, na hora de irem para a cama, de porem o sapatinho, a Luna disse ao pai para eles também porem o sapatinho, para porem um de cada um bem juntinhos, os pais ficaram indignados, mas assim fizeram, durante a noite a Luna levantou-se e pós no meio dos sapatos dos pais uma pequena carta que ela tinha escrito com a ajuda da professora, onde contava o que tinha acontecido e que ele iria ter um trabalho.

Quando os pais se levantaram, viram que estava um envelope nos seus sapatos, ficaram curiosos e perguntaram à Luna o que era, ela respondeu, – Não sei, foi o Pai Natal, os pais abriram o envelope juntos começando a ler a carta e foi também juntos que as lágrimas começaram a correr pela cara abaixo conforme iam lendo a carta.

Abraçaram-se os 3, o pai disse para a filha que nunca tinha acreditado tanto no Pai Natal como agora, foi uma da melhores prendas que possa ter recebido.

E assim ficaram como 3 criancinhas felizes com as prendas do Pai Natal.

 

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