Apresentação do livro «Resistir ao Tempo» de Fernanda Rumor Miranda

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Fernanda Miranda apresentou seu primeiro livro intitulado «Resistir ao Tempo», a apresentação esteve a cargo de Fankelim Amaral, Alice Machado, Ana Ribeire e a própria autora.Resistir ao Tempo é mais um livro da jovem editora Portugal Mag Edições, editora que tem vindo a editar varias obras e trabalhos no seio da comunidade.A presentação foi na sala de eventos do restaurante Canto da Saudade em Champigny, Fernanda estava rodeada de amigos, família e também outras pessoas que gostam de literatura e que assiduamente marcam presença nestes eventos culturais.A apresentação contou com leitura de poemas pelas filhas Cecília Miranda, CláudiaMiranda, o irmão Manuel Rumor e a sobrinha Jennifer Miranda, a autora fez questão em ser a família a ler os poemas, visto a importância que dá à família e os sentimentos retratados no livro.Na maioria das paginas deste livro, podemos encontrar poemas, alguns textos que transcrevem para o papel as vivências de Fernanda Miranda, as aventuras, as lembranças, as saudades, as dificuldades sempre acompanhada pela fé, pela esperança, pelo acreditar que a força de vontade e a luta numa vida serena podem ser o caminho para a calma interior, essa calma que Fernanda não «consegue» ou não conseguia encontrar até escrever este livro, como refere Fernanda, uma maneira de fazer um luto, depois da morte do pai, que faleceu quando Fernanda tinha 3 anos.Fernanda Rumor Miranda conta-nos que este seu livro de Poesia é «fundamentado sobre o que transita nos caminhos da vida. Quando os pensamentos divagam no meio dum espírito saturado, sentia um impulso que me dava vontade para escrever. Uma pequenina voz murmurava ao ouvido, escutando o que me ditava a alma, ia fazendo uns rascunhos, perdida no meio da minha loucura, pouco a pouco brincando com as palavras, umas frases foram ficando no papel e como por magia, à medida que o tempo passava, encontrando-me em silêncio no meu refugio oculto, descobria uma certa serenidade».Acrescentando a autora: «Sonhos todos temos, mas há sempre contratempos quenos rodeiam, que nos fazem frente, nos travam as forças e nos deixam o corpo carregadode dores, tristezas no meio de separações, revoltas, saudades, tantos sofrimentos que não conseguimos expressar e há tantas lágrimas que tentamos esconder por traz de sorrisos. Quanto às dificuldades, elas são experiências que nos podem tornar mais fortes,apenas temos de encontrar maneira de as contornar para resistir ao tempo.»Na apresentação, Ana Rebeire, escritora e artista plástica, citou a força e a coragem que Fernanda teve em escrever este livro, como as poesias eram sentimentos que transbordam para fora do papel, gritando momentos de sua infância até aos dias de hoje.Alice Machado, escritora com dezenas de livros editados, tomou a palavra por sua vez: «as vozes e os silêncios na poesia de Fernanda Rumor Miranda, neste conjunto harmónico de poemas que deu o titulo a este livro «Resistir ao Tempo», a autora atinge aqui uma beleza muito sensível, através, por vezes, de metáforas que nos tocam directamente a alma.Os sinais, os secretos apelos que na natureza se inscrevem – entre os quais o oceano – as montanhas – a luz divina – os arvoredos, as lágrima, a ausência, a viagem, sempre a recomeçar, o tempo não para, escreve a autora, mas temos que ser resistentes neste mundo em plena agitação, nestas turbulências incessantes…São vozes positivas da poetiza, mesmo quando melancólicas, fontes de amor,
revelação de grande humanidade, que chegam até nós, traçam o caminho.Escrever é uma das formas de dar corpo aos nossos sentimentos mais profundos, aos nossos estados de espírito, à nossa visão do universo.Eu diria que todos os poemas deste texto, são fruto de uma apurada sensibilidade da autora, feminina, essencial, atenta à voz da consciência, magoada com injustiças, os males físicos e morais, ela escreve com a alma, sente e faz sentir aos leitores o que escreve, todas as palavras esboçadas, que saíram enfim da gaveta, gritos e mensagens de tal modo fortes que podem mesmo sensibilizar até as lágrimas…Um hino à saudade, ao amor, às origens… um canto de louvor, doçura, de tristeza em versos de encantar! A luz da fé, o apelo à transcendência, ao divino, ao eterno.Vale a pena extasiar a alma com estes magníficos poemas, que vêm ecoar nas montanhas da consciência… vamos subir com a poetiza, para respirarmos os ares puros, estéticos e poéticos da sua mensagem…Nunca deixe secar a fonte da sua inspiração Fernanda Rumor Miranda, lembre-se de que há tanta beleza, tantos sentimentos que nos são necessários, tanta generosidade para não enlouquecer-mos, como deixa transparecer em alguns versos, para continuar-mos a resistir ao tempo retratado nesses tão belos poemas, nos quais podemosmisturar lágrimas e sorrisos, numa mensagem criadora que faz com que o leitor caminhe sempre em frente, apesar de todas as contrariedades de existência,… Assim: rosas perfumadas, com espinhos, continue a desenhar poemas, tal um príncipe encantado, vendedor de sonhos, para juntos reencontrarmos o caminho certo»…Eu vou consigo!…Obrigada por este tão belo, tão profundo, tão cristalino, tão emotivo testemunho, por este seu primeiro percurso de memoria escrita, arrancada à gaveta da sua Alma que écapaz de nos interrogar: Como posso eu, entre vozes e silêncios, resistir ao tempo?» Acabou assim Alice Machado as palavras dirigidas à autora. Frankelim Amaral também falou da autora, do percurso e desenrolar do livro.No final, Fernanda agradeceu a todos os presentes, aos proprietários do restaurante Canto da saudade, pela disponibilidade em lhe ceder a sala, acabando a sessão por agradecer ao seu marido, às filhas e netos pela confiança, pelo apoio e pela força à sua mãe, seus familiares e às sinceras amizades que na vida a acompanham.

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