Prémio literário João de Araújo Correia atribuído a Manuel Pereira da Costa

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A primeira edição do prémio literário João de Araújo Correia foi hoje atribuída, em Peso da Régua, ao escritor Manuel Pereira da Costa pelo conto “O porteiro de Rachmaninov”.

A Câmara Municipal de Peso da Régua, no distrito de Vila Real, e a Tertúlia João de Araújo Correia instituíram, em 2019, um prémio literário nacional de homenagem ao escritor duriense e que, em simultâneo, pretende estimular a produção literária.

De acordo com a organização, Manuel Pereira da Costa, de São João da Madeira, foi o vencedor da primeira edição do prémio, no valor de 1.500 euros, que foi entregue hoje, em Peso da Régua.

O escritor, um advogado reformado de 87 anos, ganhou com o conto “O porteiro de Rachmaninov”.

“João de Araújo Correia é um escritor que nasceu no concelho da Régua e é também um nome incontornável na área do conto. Foi um dos maiores contistas portugueses da primeira metade do século XX”, afirmou à agência Lusa Helena Gil, da direção da Tertúlia.

À primeira edição do prémio João de Araújo Correia concorreram 333 candidatos com 417 contos. Cada candidato podia concorrer com três contos.

O galardão registou a participação de candidatos oriundos de Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Suíça, Canadá, França, Alemanha, Espanha ou Bélgica.

Apesar do regulamento do prémio literário considerar a atribuição de duas menções honrosas, atendendo “à elevada qualidade dos contos apresentados”, o júri decidiu atribuir três menções honrosas: “A Confissão”, da autoria de Ilídia Henrique Ferreira Vale, “Douro”, apresentado a concurso por Maria Helena Abreu de Azeredo Malheiro, e “O quarto dos fundos”, da autoria de Gislaine Buosi Fechus Monteiro.

“Com este prémio quisemos também estimular um género literário em que ele foi mestre e um género que não é muito praticado”, salientou Helena Gil.

José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara de Peso da Régua, sublinhou a parceria com a Tertúlia João de Araújo Correia e afirmou “que o desenvolvimento de um território assenta na cultura e em iniciativas capazes de promover a identidade”.

A organização pretende que João de Araújo Correia seja um prémio bienal.

O escritor nasceu em 1899, em Canelas, Peso da Régua, e faleceu a 31 de dezembro de 1985.

Entre 1938 e 1980 foi autor de mais de 40 títulos, para além de artigos e conferências publicados em jornais (locais, regionais e nacionais).

Entre a sua obra incluem-se livros como a “Contos Bárbaros”, “Contos Durienses”, “Terra Ingrata”, “Três Meses de Inferno”, “Cartas da Montanha”, “Folhas de Xisto”, “Manta de Farrapos”, “Montes Pintados”, “Pó Levantado” e, postumamente, foi editado “Linguagem da Minha Terra”.

Para além do prémio, neste ano em que o escritor faria 120 anos, a câmara e a Tertúlia vão também apresentar, no dia 15 de dezembro, uma antologia de todas as crónicas que João de Araújo Coreia escreveu sobre as aldeias de Canelas e Poiares.

A antologia denomina-se “De Canelas a Poiares é um salto de lavandisca”, vai ser apresentada na aldeia de Poiares e conta com a colaboração da união de freguesias local.

Foi também reeditado o livro “Três meses de inferno” e a revista Geia teve um número especial com textos de homenagem a João de Araújo Correia escritos por A.M.Pires Cabral, Maria do Carmo Castelo Branco, Manuel de Novaes Cabral, Mónica Baldaque e Viale Moutinho.

PLI // TDI / Lusa

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